Asas Alegres do Alto.
Bom Dia amigos!
Esta semana vamos, das fantásticas aves de rapina para os impressionantes beija-flores. Essas avezinhas de aparência tão fabulosa trazem movimento e beleza singular aos nossos jardins, não é a toa que criamos atrativos, como bebedouro e cultivamos flores para recebê-los e atraí-los.
Famosos por possuírem uma habilidade de vôo incrível e conseguirem pairar no ar, voar em todas as direções, com um bater de asas que pode chegar até 80 vezes por segundo em algumas espécies, (quanto menor a espécie mais curta a asa e maior a freqüência do bater de asas). Dentre as aves, é a que possui o maior coração em relação ao seu tamanho, o grande ornitólogo H. Sick relata em sua obra Ornitologia Brasileira que um beija-flor em vôo movimenta o sangue 100 vezes mais rápido que o ser humano.
Curiosidade: Os beija-flores estão entre as pouquíssimas aves que tem capacidade de Hibernar, eles caem num sono profundo durante o frio, isto é uma adaptação para sobreviver a quedas bruscas de temperatura.
Uma das espécies encontradas aqui na cidade é o pequenino: Amazilia versicolor - beija-flor-de-banda-branca.
Medindo 8,5 centímetros, ele pode ser facilmente visto freqüentando bebedouros e flores em jardins ou áreas verdes.
Alimentação: Assim como todos os beija-flores, são aves da família Trochilidae, eles possuem bico e língua adaptados para se alimentarem de néctar e complementam sua alimentação com pequenos insetos.
São espécies fundamentais para perpetuação de algumas espécies de planta, agindo como polinizador. Estudos indicam que plantas como a Salvia patens (Sávia), entre outras podem ter co-evolução com beija-flores, ou seja, dependem deles para serem polinizadas e se reproduzirem.
Perigos urbanos: É muito comum e agradável ver estas aves nos visitando, para isso usam-se os bebedouros a fim de atraí-los, porem cuidados com a manutenção e limpeza de fontes de alimentos, são fundamentais para saúde dos beija-flores. Quando mal higienizados os bebedouros podem acumular resíduos que causam fungos na língua dos beija-flores podendo levá-lo a morte.
Agradecimentos: Ao Ednei Roberto Borelli , pela força e ajuda de sempre .
Referências:
Sick, H. 1997. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira
Sigrist,T. Guia de Campo Aves do Brasil Central. Avis Brasilis, 2007
Autora: Daiane R. Barros
Contato: [email protected]
Coordenadoria de Agricultura e Meio Ambiente de Vista Alegre do Alto
