A origem do município de Vista Alegre do Alto

O Senhor Luigi Bassoli, chamado de "Luiz Bassoli", talvez pela facilidade da pronúncia do primeiro nome, nasceu em 16 de setembro de 1869 em Roverbella, província de Mantua, na Itália. Em seguida, veio para o Brasil, onde conheceu a Sra. Armelinda Begnardi, que já morava no sítio São Roque, região de Aparecida do Monte Alto, e em 4 de maio de 1901 casou-se com ela. O Sr. Luigi veio para esta região por causa do café, que era aqui cultivado, mandado para Santos para exportação.

Juntos fundaram a Colônia Seca, onde havia um armazém de secos, molhados e tecidos.

Tornou-se o centro de lazer da população. Aos domingos e dias santificados aproveitava-se para se fazer as compras necessárias e, como entretenimento, havia um campo de bocha e os tradicionais jogos de truco, três setes e outros, predominantes naquela época.

A Colônia Seca era passagem obrigatória dos carreiros (transportadores de mercadorias que se utilizavam de carros de boi), que percorriam a Boiadeira (famosa estrada que ligava diversos pontos do Estado).

Com o crescimento das propriedades existentes e o aumento da população, reclamava um centro melhor, como a fundação de um vilarejo.

E a Colônia Seca, entre o entendimento com os diversos proprietários, fundaram o povoado, no local onde se encontra a cidade hoje.

Daí a importância do nome Luigi Bassoli para o Município de Vista Alegre do Alto.

No dia 21 de junho de 1931, com 61 anos de idade, o Sr. Luigi Bassoli veio a falecer.

Então Dr. Emílio Henrique Ower Sandolth doou parte de suas terras para a fundação do povoado onde se encontra hoje a cidade.

Este fato ocorreu no dia 25 de março de 1919 e o nome da nossa cidade originou-se do panorama local - uma vista muito alegre.

Depois de quarenta anos, no dia 18 de fevereiro de 1959, Vista Alegre do Alto tornou-se Município (emancipação política-administrativa).

O primeiro Prefeito foi o Sr. Irineu Julião e o Vice-prefeito o Sr. Gregório Tódaro. A nossa primeira Câmara Municipal eleita em 1959 era composta pelos senhores:

 

Presidente: Antonio Apparecido Fiorani

Vice-Presidente: Aldo Bassoli

1º Secretário: Douglas Freitas de Jesus

2º Secretário: Etelvino de Souza Júnior

 

Vereadores: Estevinho Fiorin, Aurélio Bettini, José da Cunha Villela Filho, José de Almeida Miranda, e Aldemiro Campanha.

 

 Histórico Agrícola do Município

Até 1900 o local era mata virgem. Por volta de 1900 a 1906 iniciou-se o desmatamento para a plantação de café.

Em 1916 intensificava-se o plantio do café surgindo então os grandes casarões com colônias, galpões e máquinas de benefício de café.

Com o aumento da população rural dá-se a fundação da cidade em 1919. Entre 1920 e 1947, paralelamente ao café mas em menor escala, teve também grande importância a cultura do algodão.

Em 1948, inicia a cultura do mamão. Essa cultura enriquece ainda mais o município. A cultura do mamão deixa de ser cultivada por volta de 1968, devido a doença denominada "mosaico do mamoeiro" que ocasionou perdas quase totais quando se deu sua dissipação pela região.

Para substituir o mamão, surgiu outra importante cultura frutífera, a laranja, a qual temos até hoje, entre outras variedades cítricas.

Na pecuária mantinha o rebanho apenas para o consumo próprio.

 

Diagnóstico Sócio Demográfico do Município

 

Ainda quando Vista Alegre do Alto não existia, quase todos os moradores desta região se utilizavam, para suas compras, da "venda" do Sr. Luiz Bassoli, que se localizava na então fazenda Bela Vista - também conhecida como Colônia Seca, hoje, distante cerca de dois quilômetros da cidade. Ali, existia um armazém de secos, molhados e tecidos, e também, uma farmácia que era dirigida pelo farmacêutico Faria. Era praticamente o centro de lazer da população. Aos domingos e dias santificados aproveitava-se para fazer as compras necessárias e, como entretenimento, havia um campo de bocha e os tradicionais jogos de truco, três setes e outros, predominantes naquela época. Fora este local, a população rural tinha que se locomover para centros mais distantes, onde existiam outras vendas, e mesmo para Aparecida, Monte Alto, Taiaçú, Pirangi e Ariranha. Ainda por este local, passava-se os viajantes, tropeiros e boiadeiros que se dirigiam de Jaboticabal até São José do Rio Preto na conhecida estrada Boiadeira, único caminho existente na conexão entre os diversos pontos do estado, até o avanço e surgimento das Estradas de Ferro.

No então município de Monte Alto, o Sr. Francisco de Paula Eduardo, proprietário de uma vasta fazenda, resolveu distribuir suas terras aos filhos - em número de oito - pois estes já estavam tornando-se adultos e pretendiam construir suas próprias famílias. Em uma de suas viagens à São Paulo, por indicação de amigos, conheceu um jovem irlandês, chamado Emílio Henrique Ower Sandolth, recém chegado ao Brasil, que pouco dominava nossa língua e nossos costumes, mas era considerado um exímio Engenheiro Topográfico e o trouxe consigo à sua propriedade rural para realizar o desmembramento de suas terras em oito glebas. Recebido na casa do Sr. Francisco de Paula Eduardo, o jovem foi contratado para demarcar suas terras. A última gleba de terras foi doada ao Sr. Inocêncio de Paula Eduardo. Como pagamento de seus serviços, ao engenheiro foi entregue uma última gleba de área da fazenda, que sobrou após a marcação das terras. Nesta área, foi construída a casa do Dr. Emílio Henrique Ower Sandolth (onde hoje encontra-se a propriedade do Sr. Antonio Carbone). Também o Sr. Inocêncio de Paula Eduardo construiu uma residência - atual propriedade do Sr. Marcos Freitas. De Taiaçú, o Sr. Teutly Correia da Rocha mudou-se para a fazenda que seu pai havia comprado e ali edificou sua residência - onde por muitos anos foi a residência do Sr. Gregório Tódaro.

Em conjunto com estes proprietários de grandes fazendas de café, outros fazendeiros mudaram-se para esta região, como os Srs. Antônio Julião e João Ricardo de Mello.

De um entendimento entre estes diversos proprietários, surgiu o interesse em fundar um povoado, o que foi feito no local onde hoje se encontra a cidade. Para a concretização deste evento, o Dr. Emílio Sandolth, doou uma ampla área para construir o povoado, uma capela e um campo de futebol. A Companhia de Melhoramentos de Monte Alto estendeu até a vila sua Estrada de Ferro. O Sr. Luiz Bassoli, mudou-se para o povoado, e, em sua propriedade rural uma Olaria foi montada para construir tijolos e telhas para as futuras casas.

A fundação da vila ocorreu no dia 25 de março de 1919 e o nome de nossa cidade originou-se do panorama local: uma vista muito alegre, vista do ponto mais alto da cidade. Mais tarde, por existir uma homônima no Estado, passou a denominar-se Vista Alegre do Alto. O início deste povoado foi lento, mas gradativo.

A primeira Capela foi construída em processo de mutirão sendo que todos os moradores doaram o material necessário para sua concretização. Quando a Capela ficou pronta, Santa Rita de Cássia foi eleita a Padroeira do Município.

A utilização da Estrada de Ferro serviu para fomentar amplamente o comércio e a região local. Com a avançada tecnologia de pós-guerra e com a implantação das estradas pavimentadas, a Estrada de Ferro tornou-se deficitária. E, quando assumiu o Governo do Estado, em 1955, o Sr. Jânio Quadros decretou a sua extinção. Para substituí-la foi construída a atual Rodovia SP-323 que passou a ser a via de ligação com os demais pontos do País.

Hoje, Vista Alegre do Alto, comparada ao seu início, embora ainda pequena é uma verdadeira cidade. Seu povo, trabalhador, ordeiro e honesto luta pela sua pujança, na esperança de melhores dias numa evolução sempre crescente.

Vista Alegre do Alto conta com aproximadamente 4.186 habitantes (censo 1996), é um município pequeno e organizado.

Para atendimento, a população dispõe de uma Escola Estadual de 1º e 2º Graus, de uma Escola Municipal de Maternal, Jardim, Pré-Escola, 1ª e 2ª Séries e Supletivo; Centro de Reabilitação, Casa da Lavoura, Ginásio de Esportes, Centro de Lazer, Escritórios, Bancos, Pequenas Indústrias, Bares, Supermercados, Lanchonetes, Farmácias, Pronto Socorro, Hospital, entre outros.

A Padroeira de nossa cidade é Santa Rita de Cássia, e todo ano no mês de maio temos a tradicional quermesse muito esperada por todos, que realiza-se de 13 a 22 de maio, sendo o dia 22 de maio feriado municipal e dia da padroeira.

A mão-de-obra predominante é a agrícola, sendo os produtos mais cultivados são: laranja, goiaba, manga, limão, cana-de-açúcar e tomate.

Também existem outros cereais como: milho, cebola, arroz, amendoim, entre outros em menor escala.

São safras temporárias que completam a produção. No entanto não podemos esquecer que no campo, embora seja o lugar das atividades agropecuárias também encontramos algumas indústrias como a Usina Nardini e Indústria de Extração de Polpa de Goiaba Val Rossi.

 

Nome do atual Prefeito: Kalil Aidar Filho

População: aproximadamente 7.200 habitantes

Principal atividade econômica: citricultura e cana-de-açúcar

Área do Município: 95 Km2

 

Municípios vizinhos: Taiaçu, Pirangi, Ariranha, Fernando Prestes e Monte Alto

 

Data de fundação: 25/03/1919

 

Data de emancipação: 18/02/1959

Fundadores: Antonio Julião, Jeremias de Paula Eduardo, Dr. Emílio Henrique Ower Sandolth, Teotly Correia da Rocha e Luís Bassoli.

Nome da Igreja Matriz: Santa Rita de Cássia

  

Como foi criado o significado do Brasão de Vista Alegre do Alto

 

O Brasão de Vista Alegre do Alto, foi criado por iniciativa da Prefeitura quando o Prefeito o Senhor Jobes da Rocha, em mandato de 1977/1982, por um funcionário do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e profundo conhecedor de Heráldica (ciência ou arte dos brasões) que por lamentável omissão, seu nome não consta no histórico do mesmo.

 

 

Quanto ao significado, repete-se o apresentado com relação à Bandeira do Município, todavia o critério para a sua elaboração teve como base as técnicas da Heráldica, pelo que, por se tratar de uma ciência pouco estudada e, por conseguinte pouco conhecida, restringe-se em aceitá-las nos seus aspectos formais e admirá-la por sua expressão superficial.

 

 
 
 

Significado da Bandeira de Vista Alegre do Alto

 

A bandeira de Vista Alegre do Alto expressa em seus detalhes, por um critério de convenção, o perfil do Município que conserva as suas origens, sua dinâmica política, sua cultura, sua economia e acima de tudo o espírito de amor de seu povo por sua terra.

 

O azul e branco traduz o pensamento de otimismo e a paz. A cruz é o sinal da fé. As torres, os três poderes constituídos. Café, cana e citros, base da economia em 1927. 1919 data da fundação e 1959 data de emancipação político-administrativa do Município.

 

 
 
 

Histórico do Hino de Vista Alegre do Alto

 

Relativamente do histórico de Vista Alegre do Alto, não se constatou com grande precisão dados a respeito, entretanto sabe-se que o mesmo é de autoria de uma professora que não vive na região e que seu nome é Lurdes de Souza Lima Fonseca e que isto acontecei na década de 1950.

Naturalmente, e pelo esboço de seus versos, dá-nos um teor que traduz o orgulho do povo Vistalegrense pela sua terra, acerca das realidade e beleza da época.

Concluído, entende-se que, a obra da professora Lurdes de Souza Lima Fonseca foi bem recebida na época e o conceito perdura até os nossos dias.

A guisa de ilustração deveria registrar-se neste enfoque a grata recordação da autora, muito bem referendada pelas professoras contemporâneas.

Hino a Vista Alegre

Professora: LURDES DE SUZA LIMA FONSECA

 

Vista Alegre cidade serrana

Do rincão és princesa gentil

O teu céu sempre azul sereno

É o pedaço do nosso Brasil

 

És pequena, alegre e formosa

És irmã da Cidade do Sonho

O teu povo te faz mais garbosa

Os teus prados já não são mais brenhas.

 

Oh Vista Alegre rincão querido

Tua produção é o mamão

O teu solo tão amado

Já foi por Deus Abençoado.

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